Portugal

Nasceu em 27-04-1918, em Moita do Ribatejo. Grumete clarim no navio “Bartolomeu Dias”, participou, em 08-09-1936, na “Revolta dos Marinheiros” organizada pela ORA. Enviado, em 19-09-1936, pelo Comando da PSP de Lisboa à PVDE, permaneceu no 3.º Posto da 14.ª esquadra, «Mitra», até ser transferido, em 12-10-1936, para a Cadeia Penitenciária. Condenado, em 13-10-1936, a 4 anos de prisão maior seguidos de 8 de degredo ou, em alternativa, a 16 anos de degredo, embarcou, em 17-10-1936, para o Tarrafal, onde foi punido com dias de internamento na “frigideira” e se filiou, em 1939, no PCP.
Nasceu em 10-02-1918, em Paranhos, Porto. Sapateiro, estaria, então, a cumprir serviço militar. Entregue pela Casa de Reclusão do Governo Militar de Lisboa à PVDE em 28-03-1942. Enviado para o Aljube, foi transferido, em 24-04-1942, para Peniche e, em 19-06-1942, passou para Caxias, a fim de seguir, em 20-06-1942, para o Tarrafal. Entregue, em 11-02-1945, «na repartição Militar daquela Região».
Nasceu em 19-01-1901, em São Martinho do Bispo, Coimbra. Pedreiro, anarquista, com residência em Lugar da Fala, esteve envolvido, na sabotagem dos transformadores de corrente da União Elétrica Portuguesa ocorrida na madrugada de 18 de janeiro de 1934, deixando a cidade de Coimbra às escuras. Preso e enviado para Lisboa em 26-01-1934, seria condenado, em 09-02-1934, a 18 anos de degredo, ficando à disposição do Governo. Novamente submetido a julgamento em 10-03-1934, por ter interposto recurso, o TME manteve a sentença anteriormente aplicada e, em 08-09-1934, seguiu para Angra do Heroísmo.

Nasceu em 28-05-1890, em Olhão. Comerciante, foi entregue na delegação do Porto da PVDE, em 20-05-1939, pelo Comandante do vapor “Pero de Alenquer”. Transferido, em 23-05-1939, para a PVDE de Lisboa, seguiu para o Aljube e, em 20-06-1939, embarcou para o Tarrafal. Segundo registo na ficha prisional: «Do seu cadastro consta que viveu em França e em Marrocos francês misturado nas organizações revolucionárias que auxiliou. Sempre “feito” em várias conspirações e algumas delas de carácter terrorista, procurou a breve trecho comer a dois carrinhos.

Nasceu em 1911, no Montijo. Telegrafista da Marinha Mercante, foi detido em 22-01-1934, por um tenente da GNR, «por andar a inutilizar os cartazes de propaganda do Estado Novo», e libertado em 25-01-1934. Emigrou para Espanha, onde esteve encarcerado na prisão provincial de Badajoz, «por suspeita de revolucionário agitador» e «onde se relacionou com vários presos por questões sociais». Libertado em 19-02-1935, entrou legalmente em Portugal e, no dia seguinte, foi preso pela PSP de Lisboa, acusado de andar a distribuir exemplares do jornal espanhol “Bandera Roja”.
«O Malatesta». Nasceu em 05-01-1901, em Lisboa. Exerceu várias profissões, pertenceu às Juventudes Sindicalistas e, ligado à Legião Vermelha, envolveu-se em atentados. Deportado, em 30-04-1925, para Angra do Heroísmo, terá seguido para a Guiné, de onde se evadiu. Capturado em outubro de 1928, no Porto, e reenviado para aquele território, participou na revolta de 17-04-1931 e integrou a Junta Governativa Revolucionária. Fracassada aquela, viajou para Dakar e daí para Las Palmas. Veio a ser detido em 17-09-1932. Embarcou, em 19-11-1933, para Angra do Heroísmo e, em
Padeiro, embarcou, em 17-06-1941, para o Tarrafal, fazendo parte daqueles deportados que não eram politizados, nem integravam nenhuma das organizações criadas por afinidades ideológicas, tendo sido enviados para o Campo por possuírem armas proibidas.
Nasceu em 1909, no Porto. Empregado de escritório, foi entregue pela PSP de Setúbal em 28-02-1931, acusado da autoria do manifesto “Ao Povo Faminto”. Condenado a 90 dias de prisão na Cadeia do Aljube, seria solto em 30-05-1931. Detido por participar na revolta de 26 de agosto de 1931, foi deportado, em 02-09-1931, para Timor, de onde regressou em 09-06-1933.
«O Pepe». Nasceu em 28-07-1920, em Lisboa. Serralheiro civil, foi entregue pela PSP de Lisboa na PVDE em 28-07-1943, «para averiguações». Recolheu à 1.ª esquadra (Governo Civil), seria transferido, em 09-09-1943, para Caxias e, em 21-09-1943, foi entregue ao 4.º Esquadrão da GNR, a fim de ser incorporado no “Batalhão de Trabalhadores”. Aquele Esquadrão encaminhou-o, em 05-11-1943, para a PVDE, que o enviou para o Aljube e, em 21-01-1944, seguiu para Caxias. Libertado em 21-06-1944.
Limpador da Companhia Carris de Ferro de Lisboa, pertencia ao Sindicato Unitário da Indústria de Tração Elétrica, federado na Comissão Intersindical, e militava no PCP. Considerado «como agitador na preparação revolucionária do pessoal da Carris», foi detido em 10-03-1936, levado para uma esquadra e transferido, em 18-03-1936, da 1.ª esquadra para a Fortaleza de Peniche. Regressou a Lisboa em 08-07-1936 e recolheu à 7.ª esquadra, a fim de ser julgado pelo TME: condenado em 3 meses de prisão, dada por expiada, saiu em liberdade. Preso em 13-03-1937, «por extremista», recolheu a uma esquadra e entrou no circuito de transferências entre cárceres: 1.ª esquadra (01-04-1937), Caxias (14-05-1937), Peniche (18-05-1937) e Aljube (01-06-1937), embarcando, em 05-06-1937, para o Tarrafal, sem ter sido julgado e condenado