Portugal

Nasceu em 19-07-1891, perto de Barcelos. Confeiteiro, envolveu-se na ação sindical no Porto, cooperando no âmbito da CGT, e tornou-se importante propagandista dos ideais anarquistas enquanto editor, administrador e redator de publicações. Detido em 14-05-1925, «por ser anarquista», seria solto dois dias depois. Em julho de 1932, andava fugido. Exilou-se em Espanha e radicou-se em Barcelona, onde impulsionou a Federação dos Anarquistas Portugueses Exilados, dirigindo o Secretariado, e se filiou na Confederação Nacional do Trabalho, sendo o representante da CGT portuguesa.
Nasceu em 14-02-1891, em Silves. Corticeiro, residia no Barreiro e esteve envolvido na organização local da greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934, sem que tenha sido detetado na altura. Entregue pelo Administrador do Concelho do Barreiro à PVDE em 14-12-1936, recolheu, incomunicável, a uma esquadra, seguiu, em 29-12-1936, para o Aljube e, em 17-03-1937, para Peniche. Reentrou, em 01-06-1937, no Aljube, a fim de ser deportado, em 05-06-1937, para o Tarrafal, onde integrou a Organização Libertária do Campo do Tarrafal.
«O Cavalaria 7». Nasceu em 1899, em Lisboa, variando nomes e apelidos da filiação consoante os documentos consultados. Estivador e marítimo, esteve detido onze vezes entre 26-02-1919 e 15-09-1924. Acusado de pertencer à Legião Vermelha, foi preso, em 25-05-1925, por tomar parte no atentado contra Ferreira do Amaral, comandante da Polícia Cívica de Lisboa, e deportado, em 29-05-1925, para a Guiné, de onde se terá evadido. Capturado em 06-10-1933, em Lisboa, seguiu, em 19-11-1933, para Angra do Heroísmo.
Nasceu em 20-11-1901, em Tavira. Marceneiro, preso em 04-02-1934 e entregue pela PSP de Faro à PVDE, acusado de ter assistido, em novembro de 1933, em Castro Marim, a «uma reunião preparatória do Movimento do 18 de janeiro de 1934» e guardar «em sua casa (Tavira) duas malas com bombas que se destinavam a Vila Real de Santo António e a serem aplicadas no referido movimento». Condenado, em 07-04-1934, a 12 anos de degredo, ficando entregue ao Governo, seguiu, em 08-09-1934, para Angra do Heroísmo. Embarcou, em 23-10-1936, para o Tarrafal, onde estava incluído no grupo dos libertários.
«O Pepe» ou «Pepe da Castanheira». Nasceu em 23-01-1922, em Sanfins da Castanheira, Chaves. Associado aos acontecimentos ocorridos na aldeia fronteiriça de Cambedo da Raia, Chaves, em 20-12-1946, envolvendo guerrilheiros galegos antifranquistas, foi julgado à revelia pelo Tribunal Militar Territorial do Porto em 12-12-1947 e condenado a 4 anos de degredo. Preso posteriormente e entregue, em 31-01-1949, pela GNR de Chaves à Delegação do Porto do PIDE, seria posto à disposição daquele Tribunal em 28-07-1949.
Nasceu em 16-01-1911, em Aveiro. Marinheiro da Armada desde 1932, sendo, em 08-09-1936, 2.º artilheiro no navio “Afonso de Albuquerque”, foi um dos dirigentes da “Revolta dos Marinheiros” organizada pela ORA naquela data. Entregue pelo Comando da PSP de Lisboa à PVDE, seguiu para a 1.ª esquadra e, em 18-09-1936, passou para a Cadeia Penitenciária de Lisboa.
Nasceu em 1906, em Carlão, Alijó. Levado de Alijó para a Delegação do Porto da PVDE em 18-10-1938, para ser julgado pelo TME. Restituído à liberdade condicional em 27-05-1940, foi entregue pela Comarca de Murça àquela Delegação em 27-08-1940, ficando à ordem do TME. Condenado, em 28-08-1940, a 4 anos de degredo, «por ser portador dum punhal», seguiu para Caxias em 10-11-1940.
Nasceu em 26-04-1896, em Bendada, Sabugal. 1.º sargento, integrou a Organização Revolucionária dos Sargentos, da qual foi dirigente. Em abril de 1929, estava detido e, em fevereiro de 1932, encontrava-se na esquadra de Alcântara, tendo transitado para o Forte de S. Julião da Barra, de onde se evadiu. Recapturado em outubro, seguiu para a Cadeia do Aljube, de onde foi deportado para Santa Cruz da Graciosa e enviado, em 22-11-1933, para Angra do Heroísmo. Demitido, em 1934, do Exército, seria condenado, em 27-08-1934, a mais um ano de desterro.
Nasceu em 27-06-1893, em São Miguel de Fontoura, Valença. Em 04-01-1934, quando 1.º cabo da Guarda Fiscal, era procurado pela PVDE por estar envolvido na “sublevação de Bragança”, de carácter reviralhista, ocorrida na madrugada de 27-10-1933. Julgado no Porto, à revelia, em 09-07-1934, acusado de participação no assalto ao quartel do Regimento de Infantaria 10, em Bragança, e na preparação do movimento revolucionário que ali devia eclodir, seria condenado a 6 anos de desterro.
Nasceu em 12-03-1899, em Segões, Moimenta da Beira. Funcionário público, estava deportado na Guiné quando participou na revolta de 1931, iniciada na Madeira em 4 de abril e alastrada aos Açores e àquela colónia. Falhado o movimento insurreto, partiu para o Senegal, embarcou em Dacar para Las Palmas, seguiu para Cádis e fixou-se, temporariamente, em Sevilha. Regressou clandestinamente, continuou a conspirar e acabou por ser capturado, acusado de estar envolvido num atentado contra Salazar, que se encontrava no Caramulo.