Portugal

Nasceu em 15-11-1899, em Almaceda, Castelo Branco. Levado de Castelo Branco para a sede da PVDE em 16-05-1939, à ordem do TME. Entregue na 1.ª esquadra, seguiu para o Aljube no próprio dia e, em 03-06-1939, seria condenado na pena de 2 anos de degredo «numa das colónias». Transferido, em 10-06-1939, para Caxias, embarcou, em 20-06-1939, para o Tarrafal, de onde regressou em 02-09-1942 e foi restituído à liberdade.
Nasceu em 17-02-1894, em Setúbal. Residia no Montijo, onde foi marceneiro e, mais tarde, proprietário de uma taberna. Libertário, terá tido ligações com ativistas da greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934. Entregue, em 13-12-1936, pelo Administrador do Concelho do Barreiro à PVDE, recolheu, incomunicável, a uma esquadra. Transferido, em 30-12-1936, para a 1.ª esquadra, entrou, no dia seguinte, no Aljube, passou, em 17-03-1937, para Peniche e, em 01-06-1937, regressou ao Aljube. Embarcou para o Tarrafal em 05-06-1937, sem ter sido julgado ou condenado, nem perceber a razão da detenção.
Terá nascido em 1899, em Santarém. Integrou, como 1.º cabo, o Corpo Expedicionário Português. Funcionário público, estava, em 1932, com residência obrigatória em Cabo Verde. Abrangido pela amnistia de 05-12-1932, regressou e apresentou-se na Secção de Vigilância Política e Social em 19-01-1933. Novamente preso em 1933, seria deportado, em 19-11-1933, para Angra do Heroísmo, «acusado de estar implicado na preparação de um movimento revolucionário prestes a eclodir».
Nasceu em 30-04-1908, em Lisboa. Serralheiro, foi detido pela PIDE em 10-04-1947, «para averiguações», e enviado para o Aljube. Embarcou, em 11-04-1947, para o Tarrafal, sem ter sido julgado ou incriminado, provavelmente devido à greve dos trabalhadores das construções e reparações navais dos estaleiros de Lisboa, organizada pelo PCP. Vigiado por guardas da PIDE, ficou numa instalação diferente dos presos que já se encontravam no Campo. Libertado em 30-09-1947, ficou a aguardar viagem para Lisboa na cidade da Praia. Regressou em 07-11-1047 e apresentou-se na sede da PIDE, tendo sido solto.
Nasceu em 06-11-1900, em Lisboa. Trabalhador, com residência em Lisboa, foi preso em 31-10-1927, «por conspirar contra a Ditadura Militar e ter ligações revolucionárias». Deportado, em 15-11-1927, para África, seguiu, em 10-09-1930, para os Açores, indo a bordo do vapor “Mouzinho”. Em dezembro de 1932, quando abrangido pela amnistia do dia 5, encontrava-se com residência obrigatória em Cabo Verde, «por motivos políticos». Regressou e apresentou-se em 17-01-1933, indo residir no Porto.
«O Al Capone». Nasceu em 16-02-1910, em Lisboa. Grumete de manobras no NRP “Dão”, participou na “Revolta dos Marinheiros”, organizada pela ORA em 08-09-1936. Entregue, nesse mesmo dia, pelas autoridades da Marinha à PVDE, «por insubordinação», e levado para o 3.º Posto da 14.ª esquadra, «Mitra». Transferido, em 18-09-1936, para a Cadeia Penitenciária, seria condenado, em 13-10-1936, a 6 anos de prisão maior celular, seguidos de 10 de degredo ou, em alternativa, a 20 anos de degredo.
Nasceu em 21-07-1913, em Lisboa. Enfermeiro, foi detido pela PVDE em 17-05-1943, «para averiguações», e enviado incomunicável para uma esquadra. Seguiu, em 15-06-1943, para o Aljube, e embarcou, em 28-09-1943, para o Tarrafal. Abrangido pela amnistia de 18-10-1945, foi libertado em 13-11-1945, ficando a aguardar embarque para Lisboa. Regressou em 01-02-1946, no vapor “Guiné”, e voltou a residir no Dafundo. Segundo Manuel Francisco Rodrigues, dirigira «os serviços de saúde no forte de Caxias» e teria sido enviado para o Campo, segundo o próprio, «por ser demasiado anglófilo».
Nasceu em 19-07-1889, em Lisboa. Torneiro mecânico, trabalhou em Évora, onde conviveu com o operário tipógrafo Sertório Fragoso, que muito o influenciou quanto às suas ideias libertárias, na Catalunha, onde terá aprendido música no Conservatório de Barcelona e convivido com anarcossindicalistas, e em França. Voltou a Espanha e terá sido no regresso a Portugal que foi detido pela PVDE, «para averiguações», em 28-11-1941, e enviado para a Cadeia do Aljube. Entrou, então, no circuito de transferência entre cárceres: Forte de Caxias (04-02-1942), 1.ª esquadra (23-03-1942) e Caxias (24-03-1942).
«O José Dourador». Nasceu em 05-12-1893, em Palmela. Pintor, foi preso em 14-04-1928, acusado de ser «agitador e fabricante de explosivos» e deportado para Angola em 07-06-1928. Evadiu-se em 09-06-1928, quando o vapor “Moçambique” aportou no Funchal, sendo recapturado em 22-07-1928. Apresentou-se, em 20-10-1930, no Quartel-General do Governo Militar da Madeira, teve residência fixada nos Açores e, em março de 1931, embarcou para Cabo Verde. Abrangido pela amnistia de 05-12-1932, apresentou-se em 26-04-1933 e saiu em liberdade.
Nasceu em 13-08-1915, em Lisboa. Preso em janeiro de 1933, enquanto dirigente da FJCP, seria deportado para Angra do Heroísmo, onde chegou em 22-11-1933. Condenado, em 20-08-1934, a 540 dias de prisão, saiu em liberdade em 23-02-1935, integrando o Secretariado da FJCP. Enviado pelo Comando da PSP de Lisboa à SPS da PVDE em 12-07-1936, acusado de «comunista», ficou detido no Aljube.