Portugal

Nasceu em 27-03-1910, em Lisboa. Eletricista, foi detido em 12-06-1931, por ter sido denunciado, mediante carta anónima, que estaria envolvido com bombistas presos, sendo libertado no dia seguinte. Em 1932, estava filiado no PCP, realizando diversas atividades clandestinas, nomeadamente algumas que implicavam o recurso a engenhos explosivos. Preso em 04-08-1932 e julgado pelo TMT em 18-07-1934, seria condenado a 10 anos de degredo. Interpôs recurso e, em 25-07-1932, a pena passou para 4 anos de degredo, ficando à disposição do Governo.
Ajudante-caldeireiro da CUF, foi preso pela PVDE em 11-05-1945, «para averiguações», enviado para a Cadeia do Aljube e solto em 22-06-1945. Preso pela PSP de Lisboa em 25-03-1947, entregue à PIDE e levado para a Cadeia do Aljube, embarcou, em 11-04-1947, para o Tarrafal, sem ter sido submetido a julgamento
Nasceu em 01-03-1906, em Lisboa. Oficial das alfândegas e militante comunista, foi preso pela PVDE em 02-03-1942, quando integrava a rede de espionagem anglo-portuguesa do «SOE» (Special Operations Executive, Seção H), mais conhecida por “Rede Shell”, onde era o “Agente H.501”. Enviado para o Aljube, foi transferido, em 18-06-1942, para Caxias. Embarcou para o Tarrafal em 20-06-1942, sem ter sido julgado, ficando alojado fora do Campo. Regressou em 27-01-1944, para dar entrada no Hospital Júlio de Matos.
Nasceu em 12-06-1904, em Figueiredo, Sertã. Jornaleiro, foi preso no Posto fronteiriço da Beirã, em 24-02-1941. Levado para a sede da PVDE em 25-02-1941, recolheu à 1.ª esquadra e, entrou no circuito de transferência entre presídios: Aljube (06-03-1941), Forte de Caxias (17-03-1941) e Peniche (26-06-1941). Embarcou, em 04-09-1941, para o Tarrafal, sem qualquer julgamento ou condenação, integrando o grupo daqueles que foram deportados sem acusação política. Regressou em 20-02-1945 e foi libertado nesta data.
Nasceu em 26-07-1907, em Lisboa. Pedreiro, foi preso pela PVDE em 23-03-1939, «para averiguações», e levado, incomunicável, para uma esquadra. Transferido, em 10-04-1939, para a 1.ª esquadra, seguiu, em 13-04-1939, para Caxias e, em 04-12-1939, entrou no Aljube. Condenado, em 09-12-1939, a 5 anos de degredo numa das colónias, interpôs recurso, tendo o TME, em sessão de 20-12-1939, confirmado a sentença. Regressou, em 10-12-1939, a Caxias e, em 23-02-1940, embarcou para o Tarrafal. Libertado em 20-12-1945, por ter sido abrangido pela amnistia de 18-10-1945, ficou a aguardar viagem para Lisboa.
Nasceu em 03-02-1928, em Lisboa. Ajudante traçador, foi entregue pela PSP de Lisboa à PIDE em 09-04-1947, «para averiguações», e levado para o Forte de Caxias. Embarcou, dois dias depois, em 11-04-1947, para o Tarrafal, sem ter sido julgado ou incriminado, provavelmente por estar envolvido na greve dos trabalhadores das construções e reparações navais dos estaleiros de Lisboa organizada pelo PCP. Ficou, tal como os outros deportados na mesma circunstância, numa seção diferente dos presos que já se encontravam no Tarrafal, vigiado por guardas da PIDE.
Nasceu em 29-08-1904, em Coimbra. Pedreiro, sindicalista, teve participação ativa nos preparativos da greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934, colaborando no transporte, entre o apeadeiro de Bencanta e Coimbra, cidade onde vivia e trabalhava, de dez bombas de choque conseguidas em Lisboa. Entregue pelo Comando da PSP de Coimbra à PVDE em 26-01-1934, seria condenado, em 09-02-1934, a 12 anos de degredo, ficando à disposição do Governo, acusado do transporte de explosivos e da sabotagem na Central Elétrica dos Serviços Municipalizados daquela cidade, pondo-a
Nasceu em 01-03-1905, na Marinha Grande. Operário vidreiro, registado na PVDE como «O filho do mestre Gervásio», interveio na greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934 na Marinha Grande, participando no assalto ao posto local da GNR. Preso e entregue, em 05-02-1934, à PVDE, foi condenado pelo TME, reunido na Trafaria em 24-02-1934, a 5 anos de degredo. Interpôs recurso, a sentença seria confirmada e, em 08-09-1934, embarcou para Angra do Heroísmo. Dois anos depois, em 23-10-1936, seguiu para o Tarrafal.
Nasceu em 10-08-1907, em Alguber, Cadaval. Empregado bancário e dirigente do PCP com responsabilidades políticas e ideológicas. Preso em 11-11-1935, permaneceu meses no Aljube e, em 08-01-1936, embarcou, para Angra do Heroísmo. Seguiu, em 23-10-1936, para o Tarrafal, apesar de terminada a pena imposta pelo TME, onde foi espancado e castigado com a “frigideira” aquando da tentativa de fuga de 02-08-1937. Transferido para Angra, em regime de «prisão preventiva», em 14-02-1940, seria libertado em 24-06-1940. Preso novamente em 01-08-1942, passou pelo Aljube, Caxias e Peniche.
Nasceu em 02-11-1908, no Vimeiro, Alcobaça. Empregado de escritório, foi detido no posto fronteiriço de Vilar Formoso, em 09-04-1941, por ter sido «expulso de Espanha», e entregue, em 09-05-1941, no Comando Militar da Guarda. Preso pela PVDE em 22-11-1941, «para averiguações», e levado para a Cadeia do Aljube, embarcou, em 08-01-1942, para o Tarrafal, integrando o grupo dos anarquistas. Abrangido pela amnistia de 18-10-1945, regressou a Lisboa em 01-02-1946, no vapor “Guiné”, tendo saído em liberdade.