Portugal

Nasceu em 02-01-1896, em Santiago, Monção. Canteiro e pedreiro, com residência em Pontevedra, Espanha, foi preso no posto fronteiriço do Peso-Melgaço em 07-09-1936, entregue pelas autoridades espanholas que o detiveram e o expulsaram por estar indocumentado e «ter tomado parte ativa nos recentes acontecimentos revolucionários do País vizinho». No seu Cadastro Político aparece referenciado como filiado no Partido Socialista Espanhol, enquanto no Registo Geral de Presos a filiação é no Partido Comunista.
Nasceu em 15-11-1903, em Braga. Referenciado como trabalhador, a residir em Lisboa, foi preso em 14-04-1937, por ser «extremista», recolhendo, incomunicável, a uma esquadra. Transferido, em 02-06-1937, para o Aljube, seguiu, em 05-06-1937, para o Tarrafal, onde foi punido, por mais de uma vez, com dias de internamento na “frigideira”, ficando a pão e água em dias alternados. Abrangido pela amnistia de 18-10-1945, regressou a Lisboa em 01-02-1946, no vapor “Guiné”, saindo em liberdade.
Nasceu em 12-02-1901, em Lisboa. Provavelmente, tratar-se-á de Manuel Francisco Rodrigues, «O ação direta», preso durante a I República. Partidário das ideias libertárias e cristãs, viajou pela Europa e, em 1936, estava em Espanha, onde colaborava com os anarquistas e a FAP. Lutou do lado republicano, perdeu a visão do olho esquerdo e, perante o avanço dos nacionalistas, refugiou-se em França, ficando internado nos campos de concentração de Argelès-Sur-Mer, Saint-Cyprien e Gurs.
Nasceu em 28-04-1898, em Elvas. Guarda da PSP, foi por esta polícia entregue à PVDE em 20-11-1937. Levado para a 1.ª esquadra, incomunicável, iniciou o habitual percurso pelos cárceres políticos: Aljube (27-11-1937), Caxias (15-06-1938), Peniche (13-08-1938) e, novamente, Aljube (22-10-1938). Condenado, em 22-10-1938, a 6 anos de desterro, com 2 anos de prisão nesse local, regressou, nesse mesmo dia, a Peniche. Interpôs recurso mas, como habitualmente, o TME, de 04-03-1939, confirmou a sentença e, em 31-03-1939, reingressou no Aljube.
Nasceu em 06-11-1912, em Orvalho, Oleiros. Empregado de comércio, deu entrada no Forte de Caxias em 22-12-1939, por ter sido expulso de Espanha, onde terá feito parte das Brigadas Internacionais. Por despacho do Diretor da PVDE, de 10-05-1940, foi determinado que deveria aguardar no Tarrafal «a oportunidade para ser restituído à liberdade». Embarcou em 21-06-1940 e seria libertado do Campo em 30-12-1945, por estar abrangido pela amnistia de 18-10-1945. Em determinados momentos, integrou o grupo dos “rachados”, embora punido com dias de internamento na “frigideira”.
Nasceu em 09-09-1909, no Barreiro. Serralheiro nas Oficinas Gerais dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste, era anarcossindicalista e estudioso do esperanto. Em vias de ser detido, refugiou-se, em 07-06-1936, em Espanha, sendo preso em Badajoz por entrada ilegal. Instalou-se em Madrid, foi secretário da delegação da CGT portuguesa e, com a Guerra, aderiu ao batalhão de milícias da CNT/FAI, integrando a Brigada Internacional n.º 35. Ferido na frente de Guadarrama-Somosierra, cooperou na aviação republicana enquanto sargento mecânico.
Nasceu em S. Bartolomeu, Coimbra. Comerciante de cereais e legumes, foi preso quando teria 32 anos, por guardar material explosivo «destinado à revolução de 18 de janeiro». Deu entrada no Aljube em 12-01-1934 e passou por diversos cárceres: Peniche (20-03-1935), 1.ª esquadra (28-06-1935) e, de novo, a Cadeia do Aljube (06-07-1935). Condenado, em 06-07-1935, a 10 anos de degredo, ficando à disposição do Governo, recorreu e, em 13-07-1935, a pena passou para 5 anos.
«O Juvenal». Nasceu em Setúbal, em 1895 ou 1896. Soldador, ter-se-á filiado no PCP em 1927 e, aquando da greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934, integrou o Comité Revolucionário de Setúbal. Julgado, à revelia, pelo TME, seria capturado em 08-02-1935, referenciado como «extremista». Levado para uma esquadra, entrou no ciclo de transferências entre cárceres: 1.ª esquadra, Aljube (20-03-1935), Peniche (05-04-1935) e Aljube (03-03-1936). Julgado pelo TME em 04-03-1936, viu a pena de 3 anos de desterro agravada para cinco.
Nasceu em 01-11-1909, em Aguiar da Beira. Trabalhador, foi entregue pela PSP de Lisboa à PIDE em 09-04-1947, «para averiguações», e enviado para o Forte de Caxias. Embarcou, em 11-04-1947, para o Tarrafal, sem ter sido submetido a julgamento. Terá participado na greve dos trabalhadores das construções e reparações navais dos estaleiros de Lisboa preparada pelo PCP. Vigiado por guardas da PIDE, permaneceu, tal como os outros deportados na mesma circunstância, numa instalação diferente daqueles que já se encontravam no Campo.
Nasceu em 07-07-1906, na Vila do Topo, Calheta de S. Jorge, Açores. Serralheiro, com residência em Lisboa, foi preso em 18-04-1941 e transferido para a Delegação do Porto da PVDE, «para averiguações», por «suspeita de engajamento». Enviado, em 25-05-1941, para Lisboa, deu entrada numa esquadra, incomunicável, passou, em 28-05-1941, para a 1.ª esquadra e, em 17-06-1941, embarcou para o Tarrafal, sem ter sido julgado e onde foi punido com dias de internamento na “frigideira”.