Portugal

Nasceu em 14-11-1910, em Lisboa. Preso em 20-11-1932, quando estudante, e libertado em 28-11-1932. Eletricista, próximo do PCP, partiu para Espanha, onde chegou em novembro de 1936, a fim de auxiliar a República. Alistou-se nas Brigadas Internacionais e integrou o restrito grupo de nacionais que recebeu formação na Escola de Artilharia N.º 2, em Lorca, Valência. Comandou, em março de 1938, uma bateria da unidade de artilharia de Almansa e, em 30-10-1938, foi promovido a capitão. Finda a Guerra, refugiu-se em França e esteve internado nos campos de Argelès-Sur-Mer e de Gurs.
Nasceu em 10-04-1909, em S. Luís do Maranhão, Brasil. Ativista sindical, aderiu, em 1932, ao PCP, integrando, em 1934, a Comissão Executiva da CIS e, em 1936, o Secretariado comunista. Preso em 23-09-1936 e levado para o Aljube, foi mantido incomunicável durante 23 dias. Em 17-10-1936, seguiu, sem julgamento, para o Tarrafal. Abrangido pela amnistia de 18-10-1945, regressou em 01-02-1946 e mergulhou na clandestinidade, sendo eleito para o Comité Central. Preso em 07-02-1950, permaneceu encarcerado três anos na mais insalubre cela do Aljube, sem recreio e visitas.
Corticeiro, a residir e a trabalhar em Silves, teve intervenção ativa na organização da greve local de 18 de janeiro de 1934, integrando a fação anarcossindicalista. Além de participar em diversas reuniões, arranjou seis bombas que trouxera de Lisboa e, no dia aprazado, forçou a entrada na Associação de Classe Corticeira, entretanto encerrada pelas autoridades do Estado Novo, onde terá hasteado a sua bandeira, e percorreu as fábricas de Silves a incitar os operários à greve
«O Polim». Nasceu em 1896, em Vila da Feira. Sapateiro, com residência em Espinho, foi preso em 21-05-1931, pelo Comando da PSP de Aveiro, acusado de ser «comunista e bombista» e um «elemento agitador muito perigoso», tendo encabeçado um grupo civil nos tumultos e manifestações realizadas em Espinho na noite de 1 de maio, na sequência do funeral do estudante João Martins Branco, assassinado pela polícia em abril de 1931. Considerado temível «pela facilidade com que maneja uma navalha» e já ter sido várias vezes preso em Aveiro, foi deportado, em 06-06-1931, para Cabo Verde.
Nasceu em 11-12-1911, na ilha do Pico, Açores. Aprendiz de Carpinteiro, com residência no Faial, foi posto à disposição da PVDE pelo Comando da PSP da Horta em 28-07-1941. Enviado para Lisboa, recolheu, incomunicável, a uma esquadra, iniciando o percurso pelos diferentes cárceres políticos: Aljube (29-11-1941), Forte de Caxias (16-01-1942), Peniche (24-04-1942) e, novamente, Caxias (19-06-1942). Transferido, em 20-06-1942, para o Tarrafal, onde não era considerado como “antifascista”, mas um «anglófilo e protestante».
Nasceu em 27-05-1909, em Parada do Monte, Melgaço. Mineiro, com residência em Perpignan, França, foi preso pelo Posto de Beirã em 03-04-1941 e transferido, no dia seguinte, para a diretoria da PVDE. Recolheu à 1.ª esquadra e entrou no ciclo de transferências entre presídios: Aljube (10-04-1937), Forte de Caxias (20-06-1941) e Peniche (22-06-1941). Embarcou, em 04-09-1941, para o Tarrafal, por ter vindo de Espanha. Regressou em 20-02-1945 e foi entregue, de imediato, ao Governo Militar de Lisboa.
«O chapéu pequenino». Nasceu em 06-03-1915, em Vila de Senhorim, Nelas. Trabalhador, foi entregue pela PSP de Lisboa à PIDE em 09-04-1947, «para averiguações». Enviado para Caxias, embarcou, em 11-04-1947, para o Tarrafal, sem ter sido julgado ou incriminado, provavelmente devido à greve dos trabalhadores das construções e reparações navais dos estaleiros de Lisboa organizada pelo PCP. Vigiado por guardas da PIDE, ficou numa seção diferente dos presos que já se encontravam no Campo. Libertado em 30-09-1947, ficou a aguardar viagem para o Continente.
Condenado, em 25-01-1941, a 10 anos de degredo, acusado de colaborar no atentado contra Salazar e nas diligências levadas a efeito para o fabrico de explosivos. Embarcou, em 27-02-1941, para o Tarrafal, permaneceu anos consecutivos deitado dentro de um colete de gesso, devido ao estado da coluna.
Nasceu em 08-07-1904, em Sobral da Lagoa, Óbidos. Trabalhador, foi entregue à PVDE pelo Tribunal Criminal das Caldas da Rainha em 10-03-1941, para responder no TME. Recolheu à 1.ª esquadra e entrou no ciclo de transferências entre cárceres: Caxias (11-03-1941), 1.ª esquadra (28-03-1941) e, de novo, Caxias (31-03-1941).
Nasceu em 27-05-1897, em Arruda dos Vinhos. Envolveu-se ainda novo na ação sindical, sendo dos anarquistas e anarcossindicalistas com maior desta que na CGT e no jornal “A Batalha”. Preso em 06-06-1927, «por ser anarquista» e, em 26-10-1927, «por conspirar contra a Ditadura Militar» e estar referenciado como um dos «orientadores do movimento extremista», seria deportado, em 15-11-1927, para Novo Redondo, Cuanza Sul, Angola. Em 1931, encontrava-se com residência fixada na ilha do Pico e, em abril, envolveu-se na “Revolta das Ilhas”.