Portugal

Nasceu em 11-09-1891, no Barreiro. Ajudante de motorista, com residência em Lisboa, foi preso em 21-07-1937, «para averiguações». Conduzido, incomunicável, para uma esquadra, seguiu, em 06-11-1937, para o Tarrafal, sem ter sido acusado, julgado ou condenado. Regressou em 01-10-1944 e, levado para o Forte de Caxias, foi libertado em 12-12-1944, sete anos de pois da sua detenção.
Nasceu em 17-11-1891, em Sintra. Funcionário público no Instituto de Orientação Profissional e contabilista dos ferroviários, colaborava, desde 1933, com Manuel Vieira Tomé, na organização de um movimento grevista revolucionário. Empenhou-se no auxílio às famílias dos ferroviários afastados do serviço e, em 18-01-1934, coube-lhe sabotar a via-férrea e provocar um descarrilamento entre o Sabugo e o Cacém, o que não se concretizou, ficando-se pelo corte dos fios telegráficos e telefónicos no Alto do Ulmeiro.
Nasceu em 09-11-1899, em Lisboa. Pedreiro, pertenceu às JS e à CGT, sendo seu secretário entre 1919 e 1933. Dirigente anarcossindicalista, foi detido em agosto de 1923, inculpado de distribuir manifestos. Com a Ditadura, passou à semiclandestinidade e integrou o comité de ação da CGT que decretou a greve geral revolucionária de 18-01-1934. Preso em 11-12-1933, acusado de distribuir explosivos a militantes insurrecionais, seria condenado, em 09-03-1934, a 12 anos de degredo, ficando à disposição do Governo.
Nasceu em 1905, em Sacavém. Serralheiro nas Oficinas Gerais dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste, aderiu ao PCP em 1933. Participou, na madrugada de 28-02-1935, na afixação, no Barreiro e Lavradio, de tarjetas “Contra a guerra imperialista e o fascismo”, “Contra a ditadura de Salazar”, pelo apoio ao “Socorro Vermelho Internacional” e pela “Jornada de 7 horas sem redução de Salários”. Simultaneamente, foram hasteadas bandeiras vermelhas e uma, com a foice, o martelo e as iniciais do P.C.P., surgiu no topo da chaminé das oficinas da CP.
Nasceu em 03-04-1886, em S. Filipe, Cabo Verde. Diplomado com o Curso Superior do Comércio, era comerciante, proprietário agrícola e armador em Cabo Verde. Republicano convicto e ativista político na I República, tendo sido fundador e proprietário do jornal “A Voz de Cabo Verde”, pertencia à Associação Comercial Barlavento da ilha de São Vicente e protestou contra a inépcia da administração colonial portuguesa em assegurar o abastecimento do arquipélago, referindo a hipótese de recurso aos britânicos para garantir esses meios.
Nasceu em 15-11-1896, no Porto. Carpinteiro, com residência naquela cidade, onde tinha uma oficina, foi preso em 1930 e terá sido deportado para Timor, acusado de envolvimento num atentado bombista em preparação. Em 1937, encontrava-se degredado em Moçambique e, «em virtude da propaganda comunista que ali desenvolvia», enviado para Lisboa, tendo-se evadido «do navio em que vinha, simulando um suicídio e sendo capturado quando já em terra fugia à ação da Polícia».
Nasceu em 18-05-1884, em Silves. Corticeiro, anarcossindicalista desde jovem, era bom orador e destacou-se na sua associação de classe. A viver e a trabalhar no Barreiro, nomeadamente na fábrica Cantinho & Marques, envolveu-se nos preparativos da greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934. Capturado nos dias subsequentes, havendo informações contraditórias quanto à data, acusado de participar numa reunião e ter na sua posse bombas de dinamite a utilizar naquele movimento revolucionário, seria condenado, em 05-02-1934, a 10 anos de degredo, ficando à disposição do Governo.

Nasceu em 16-10-1911, em Vinhó, Arganil. Em Lisboa, foi marçano e aprendeu o ofício de padeiro, tornando-se amassador. Filiado na Aliança Libertária Portuguesa, integrou a direção da Associação de Classe dos Manipuladores de Pão e pertenceu à sua Comissão Administrativa.Participou na greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934, sendo preso nesse dia, acusado de ter à guarda bombas de dinamite e material de propaganda.

Nasceu em 21-03-1911, em Lugar da Quinta, Boticas. Trabalhador, foi preso em 25-07-1935, no Posto de Valença, por ter sido expulso de Espanha, dando entrada naquela Comarca. Transferido, em 30-07-1935, para Vila Nova de Cerveira e confiado, em 06-08-1935, ao Subdelegado do Procurador da República. Entregue, em 31-07-1941, pela Comarca de Boticas à Delegação do Porto da PVDE, ficou à ordem do TME, pelo qual foi julgado em 13-08-1941 e condenado a 10 anos de degredo. Recorreu da sentença, mas, em 31-08-1941, entrou no Forte de Caxias para ser deportado, em 04-09-1941, para o Tarrafal.
Nasceu em 10-03-1907, em Oliveira de Frades, Viseu. Soldador, foi detido, «para averiguações», em 05-11-1942, enviado para o Aljube e libertado quatro dias depois, em 09-11-1942. Preso pela PIDE em 02-04-1947, novamente «para averiguações», seguiu para o Forte de Caxias e embarcou, em 11-04-1947, para o Tarrafal, sem ter sido julgado ou incriminado, provavelmente por estar envolvido na greve dos trabalhadores das construções e reparações navais dos estaleiros de Lisboa, organizada pelo PCP.