Portugal

Nasceu em 23-06-1913, na Marinha Grande. Empregado do comércio, aderiu, aos 16 anos, ao PCP e, em 1931, participou na criação do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Vidro. Participou, em 18 de janeiro de 1934, na ocupação da estação telégrafo-postal da Marinha Grande e obteve a rendição do posto da GNR. Andou fugido quatro dias, entregou-se e, espancado e torturado, seguiu, em 27-01-1934, para a PVDE de Lisboa.
Nasceu em 01-05-1901, em Vila Nova de Gaia. Motorista, foi detido em 06-11-1927, «por suspeita de conspirar contra a ditadura Militar e ser detentor de bombas explosivas», sendo libertado em 25-11-1927. Militante do PCP, voltou a ser preso em 07-11-1937, recolheu, incomunicável, a uma esquadra e, de seguida, entrou no ciclo de transferências entre cárceres: Aljube (17-03-1938), com vários períodos de internamento na enfermaria, Caxias (11-08-1938), 1.ª esquadra (09-12-1938), Caxias (10-12-1938), 1.ª esquadra (28-02-1939), Caxias (05-03-1939) e 1.ª esquadra (14-03-1939).
«O Viana» Nasceu em 26-02-1906, em Viana de Castelo. 1.º fogueiro no NRP «Bartolomeu Dias», participou na «Revolta dos Marinheiros» e, em 08-09-1936, foi entregue pelas autoridades de Marinha à PVDE, acusado de «insubordinação». Enviado para o 3.º Posto da 14.ª esquadra, «Mitra», seguiu, em 18-09-1936, para a Cadeia Penitenciária. Condenado, em 14-10-1936, a quatro anos de prisão maior celular, seguida de oito de degredo ou, em alternativa, a dezasseis anos de degredo, embarcou, em 17-10-1936, para o Tarrafal, onde foi punido com dezenas de dias de internamento na «frigideira».
Nasceu em 07-03-1913, em Lisboa. Alistou-se na Armada em 1933 e era militante do PCP aquando da «Revolta dos Marinheiros» despoletada pela ORA em 08-09-1936. Grumete fogueiro no NRP «Bartolomeu Dias», foi entregue pelas autoridades de Marinha à PVDE, acusado do crime de «insubordinação». Seguiu para o 3.º Posto da 14.ª esquadra, «Mitra», passou, em 18-09-1936, para a Cadeia Penitenciária e, julgado em 14-10-1936, pelo TME, seria condenado a 4 anos de prisão maior celular, seguida de 8 de degredo ou, em alternativa, a 16 anos de degredo.
«O Calçada» Nasceu em 11-02-1921, em Monção. Resineiro, foi detido, seguindo, em 24-08-1938, de Monção para a Delegação do Porto da PVDE e ficou à disposição do TME que, em 05-09-1938, o julgou, absolveu e libertou. Em 13-12-1939, tornou a ser enviado de Monção para o Porto, aguardando julgamento pelo TME. Libertado, condicionalmente, em 27-05-1940, continuou a circular entre o Juízo de Direito da Comarca de Monção e aquela delegação, numa quase sobreposição de datas, intervenções e sentenças.
Nasceu em 02-08-1902, em Moura. Alistou-se, em 1924, na GNR, passou, em 1932, para o Regimento de Infantaria n.º 11, sendo afastado por se recusar a atuar contra grevistas. Domiciliou-se no Barreiro, trabalhou nos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste, filiou-se no sindicato ferroviário e, inspirado em princípios anarquistas, participou na greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934. Acusado de possuir explosivos, ocultados numa arrecadação da Companhia, seria preso em 23-01-1934, levado para a Cadeia do Barreiro e, depois, para a Casa de Reclusão da Trafaria.
Nasceu em 1906, na Ericeira. Litógrafo da Casa da Moeda, era militante do PCP desde, pelo menos, 1932: participou nos preparativos da jornada de luta de 29-02-1932 e integrou o núcleo responsável pelas ações previstas para o 1.º de Maio, com recurso a bombas não utilizadas anteriormente. Detido na serra de Monsanto, em 24-04-1932, e considerado «elemento duma atividade extraordinária e perigosíssimo pela ação revolucionária desenvolvida», embarcou, em 19-11-1933, de Peniche para Angra do Heroísmo.
Nasceu em 09-11-1911, em Lisboa. Pintor, foi preso e entregue pela PSP de Lisboa à PVDE em 14-07-1941, «para averiguações». Recolheu à 1.ª esquadra, seguiu, em 26-07-1941, para o Forte de Caxias e, em 04-09-1941, embarcou para o Tarrafal, sem qualquer julgamento e desconhecendo-se a acusação que lhe terão feito. Regressou em 20-02-1945 e saiu em liberdade.
Nasceu em 23-12-1904, em Sangalhos. Médico, foi detido pela PVDE em Coimbra, em 02-02-1942, acusado de ligações ao S.O.E. britânico (com o pseudónimo de agente H.560), e enviado, no dia seguinte, para o Aljube. Transitou, em 17-05-1942, para Caxias e, por determinação da diretoria da PVDE, seguiu, em 05-08-1942, para o Tarrafal, ficando «num pavilhão à parte». Recusou distinções e partilhou o quotidiano dos outros encarcerados, tendo um ofício, datado de 26-10-1943, «determinado que devia recolher ao Campo de Concentração da Colónia Penal, ficando no mesmo regímen dos restantes presos».
Nasceu em 08-05-1907, em Góis. Empregado do comércio, com residência em Lisboa, era militante do PCP. Preso pela PSP em 18 de janeiro de 1934, acusado de participar, em Xabregas, nas movimentações noturnas associadas à greve decretada para aquele dia e ter na sua posse duas bombas que não chegou a utilizar. Condenado, em 05-02-1934, a dez anos de degredo, ficando à disposição do Governo, embarcou, em 08-09-1934, para Angra do Heroísmo.