Portugal

Nasceu em 08-01-1910, em Lisboa. Empregado de escritório, foi preso pela PVDE em 13-04-1936, «para averiguações», e levado para uma esquadra. Transferido, sucessivamente, para o Aljube (28-04-1936), Peniche (24-09-1936) e Caxias (14-10-1936), seguiu, em 17-10-1936, para o Tarrafal, onde foi castigado com dias de internamento na “frigideira”. Passou, em 13-12-1938, para Angra do Heroísmo, tornando-se o primeiro preso a sair do Campo a fim de ser julgado, em 17-07-1939, pelo TME. Condenado a 2 anos de prisão, já expiada, regressou ao Continente em 24-08-1939 e saiu em liberdade.
Nasceu em 07-01-1916, em Castro Marim. Polícia de pesca, residia em Beja, era militante comunista e integrava, quando foi preso em 27-02-1942, a rede de espionagem anglo-portuguesa do «SOE», mais conhecida por “Rede Shell”, sendo o “Agente H.531”. Entregue pela PSP de Beja à PVDE em 06-03-1942, foi levado, incomunicável, para uma esquadra. Transitou, desde 29-04-1942 até 09-09-1942, entre o Aljube e o Forte de Caxias, sendo transferido, em 10-09-1942, para o Tarrafal, sem qualquer julgamento ou acusação, ficando alojado fora do Campo.
Nasceu em 12-01-1907, em Silves. Corticeiro, interveio nas lutas sindicais enquanto militante comunista e participou na organização local da greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934. Preso e entregue, em 04-03-1934, pela Polícia de Faro à PVDE, acusado de comprar dinamite para o fabrico de bombas, seria condenado, em 14-05-1934, a 10 anos de degredo, ficando à disposição do Governo. Interpôs recurso, a sentença foi confirmada em 30-05-1934 e, em 23-09-1934, foi deportado para Angra do Heroísmo.
Nasceu em 19-01-1913, na Régua. Enfermeiro, foi preso pela Delegação da PVDE do Porto em 20-05-1940, «para averiguações», no âmbito do assassinato do proprietário e capitalista António da Silva Freitas Gonçalves, ocorrido naquela cidade, na Rua do Bonjardim, 458, sendo acusados pela PVDE, sem provas fundamentadas, três galegos (os irmãos Vásquez Albela) e onze portugueses próximos do PCP. Transferido, em 08-09-1940, para Lisboa, recolheu ao Forte de Caxias.
Nasceu em 07-02-1902, em Lisboa. Carpinteiro, foi preso na capital em 04-11-1936, «para averiguações», acusado de «estar envolvido na preparação do assalto ao cobrador da Alfândega de Lisboa». Levado, incomunicável, para uma esquadra, entrou no ciclo de transferências entre prisões: Aljube (14-12-1936), Peniche (02-04-1937), 1.ª esquadra (26-04-1937), Caxias (14-05-1937) e, do novo, Aljube (01-06-1937). Deportado, em 05-06-1937, para o Tarrafal, sem ter sido julgado, regressou em 01-10-1944, reentrou em Caxias e, em 01-11-1944, seria condenado a 10 anos de degredo.
Nasceu em 11-02-1916. Grumete fogueiro no NRP “Bartolomeu Dias”, participou na “Revolta dos Marinheiros” e foi entregue, em 08-09-1936, pelas autoridades de Marinha à PVDE, acusado do crime de «insubordinação». Enviado para o 3.º Posto da 14.ª esquadra da PSP, «Mitra», e transferido, em 18-09-1936, para a Cadeia Penitenciária de Lisboa, seria julgado pelo TME em 13-10-1936.
Nasceu em 06-01-1910, em Ferrarias, Silves. Grumete de manobra do navio “Bartolomeu Dias”, participou, em 08-09-1936, na “Revolta dos Marinheiros”. Entregue pelas autoridades da Marinha à PVDE, pelo crime de «insubordinação», foi enclausurado na «Mitra» e transferido para a Penitenciária dez dias depois.
Nasceu em 04-10-1906, em Vila Flor, Bragança. Motorista, foi preso pela PVDE, «para averiguações», em 04-05-1937 e recolheu ao «segredo do Aljube». Transferido para a 1.ª esquadra (11-05-1937), voltou ao Aljube (12-05-1937) e, em 05-06-1937, seguiu para o Tarrafal, sem ter sido julgado e onde foi vítima, por mais de uma vez, da biliosa. Por não ter olfato, assumiu a difícil e nauseabunda tarefa de despejar diariamente no mar os dejetos dos presos, sempre sob escolta de agentes da PVDE. Regressou em 15-07-1940 e ficou encarcerado no Forte de Caxias, a fim de ser julgado.
Nasceu em 27-01-1911, em Avis. Carpinteiro, terá aderido, em março de 1937, ao PCP, de onde foi afastado por considerar necessário eliminar Salazar. Preso em 16-08-1937, acabou associado ao atentado de 04-07-1937, incriminado por José Maria Horta, depois de sistemáticos espancamentos e coagido pela PVDE a envolvê-lo na entrega, inexistente, da bomba. Levado, em 28-08-1937, para a Penitenciária, entrou no ciclo de transferências entre cárceres: Aljube (19-01-1939), Caxias (28-07-1939), Peniche (03-04-1940) e, de novo, Aljube (25-01-1941).
«O Marques da Ajuda». Nasceu em 1893, em Lisboa. Serralheiro, foi preso em 14-09-1927, acusado de envolvimento num movimento revolucionário: deportado para Angola quatro dias depois, regressou em 13-12-1928. Detido em 14-05-1930, por se reunir com «elementos revolucionários», foi solto em 10-06-1930. Procurado, em maio de 1932, por tentativa de libertação de reclusos da esquadra de Alcântara, seria capturado em 05-05-1933, devido às suas ligações e estar encarregado de obter material explosivo.