Portugal

«O Joaquim da Pedra». Nasceu em 16-04-1892, em Sé, Lamego. Jornaleiro, seria julgado, à revelia, em 02-09-1938 e condenado a 4 anos de degredo. Enviado pelo Juiz de Direito da Comarca de Vila Real, deu entrada na sede da PVDE em 15-09-1939, por ter sido acusado pelo TME de «ser portador e ter feito uso de um punhal». Enviado para o Aljube, embarcou, em 19-09-1939, para o Tarrafal, fazendo parte daqueles deportados que não eram politizados, nem integravam nenhuma das organizações políticas prisionais, tendo sido enviados para o Campo acusados de possuírem armas proibidas.
Nasceu em 06-07-1906, em Coimbra. Polidor, com residência em Lisboa, foi preso em 10-03-1937, «por extremista», recolhendo, incomunicável, a uma esquadra. Transferido, em 05-04-1937, para a Cadeia do Aljube, seguiu, em 05-06-1937, para o Tarrafal. Regressou em 15-07-1940, entrou no Forte de Caxias e, no dia 30-07-1940, seria condenado pelo TME em 24 meses de prisão, dada por expiada. Libertado em 02-08-1940.
Nasceu em 19-08-1891, em Macieira, Vila do Conde. Eletricista – “picheleiro”, deu entrada na delegação do Porto da PVDE em 04-03-1939, ido de Vila do Conde, e ficou à ordem do TME. Condenado, em 11-09-1939, a 6 anos de degredo, seria transferido, em 26-10-1939, para a diretoria da PVDE, em Lisboa, e enviado para o Aljube. Passou, em 30-10-1939, para Caxias, onde ficou até embarcar, em 23-02-1940, para o Tarrafal.
«Faustino das Fragatas». Nasceu em 23-09-1900, em Rio de Moinhos, Abrantes. Marítimo, foi preso em 18-10-1935 e levado para uma esquadra: «motivo, comunista». De seguida, transitou entre diferentes cárceres: Aljube (19-10-1935), esquadra (08-11-1935), Aljube (04-02-1936), 1.ª esquadra (05-03-1936) e, em 23-03-1936, embarcou no vapor “Carvalho Araújo” para Angra do Heroísmo. Condenado, em 31-07-1936, a 540 dias de prisão, seguiu, em 23-10-1936, para o Tarrafal, onde era conhecido por “Faustino das Fragatas”.
Nasceu em 1911, em Póvoa de S. Martinho do Bispo. Pedreiro e estucador, anarcossindicalista, participou nos preparativos da greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934 em Coimbra, colaborando no transporte de dez bombas de choque desde Bencanta. Preso e entregue pela PSP de Coimbra à PVDE em 25-01-1934, seguiu para a Casa de Reclusão da Trafaria. Condenado, em 09-02-1934, a 12 anos de degredo, ficando à disposição do Governo, recorreu, mas a sentença seria confirmada em sessão do TME de 10-03-1934.
Nasceu em 29-05-1906, na Lourinhã. 2.º fogueiro do NRP “Dão”, foi entregue pelas autoridades da Marinha à PVDE em 08-09-1936, «por insubordinação», acusado de participação na “Revolta dos Marinheiros” desencadeada naquela data. Enviado para o 3.º Posto da 14.ª esquadra, «Mitra» e transferido, em 18-09-1936, para a Cadeia Penitenciária de Lisboa, foi condenado, em 13-10-1936, a 5 anos de prisão maior celular, seguidos de 10 de degredo ou, em alternativa, a 17 anos e meio de degredo. Deportado, em 17-10-1936, para o Tarrafal, onde era conhecido por «o Peniche» e foi
«O Vigarista». Nasceu em 1910 ou 1911, em Lisboa. Ajudante de motorista, foi preso pela PVDE em 03-03-1939, «para averiguações», enviado para o Aljube e transferido, sucessivamente, para a 1.ª esquadra (30-03-1939), Aljube (01-04-1939), Caxias (11-04-1939) e, novamente, Aljube (04-12-1939). Condenado pelo TME, em 09-12-1939, na pena de 11 anos de degredo, reentrou em Caxias (10-12-1939) e interpôs recurso, tendo o mesmo tribunal, em sessão de 20-12-1939, confirmada a sentença. Embarcou, em 23-02-1940, para o Tarrafal, onde adoeceu com a febre biliosa.
Nasceu em 02-01-1916, em Vila Real. Grumete artilheiro no NRP “Bartolomeu Dias”, foi entregue pelas autoridades da Marinha à PVDE em 08-09-1936, «por insubordinação», devido à participação na “Revolta dos Marinheiros”. Enviado para o 3.º Posto da 14.ª esquadra, «Mitra», e transferido, em 18-09-1936, para a Cadeia Penitenciária, seria condenado, em 13-10-1936, a 5 anos de prisão, seguidos de 10 de degredo ou, em alternativa, a 17 anos e meio de degredo. Interpôs recurso, mas o TME, em sessão de 21-10-1936, confirmou a sentença.
Nasceu em 22-02-1903, em Vila Viçosa. 1.º fogueiro, foi entregue pelas autoridades da Marinha à PVDE em 08-09-1936, «por insubordinação», devido a estar envolvido na “Revolta dos Marinheiros”. Enviado para o 3.º Posto da 14.ª esquadra, «Mitra», seria condenado, em 14-10-1936, a 4 anos de prisão maior celular, seguidos de 8 de degredo ou, em alternativa, a 16 anos de degredo.
Nasceu em 26-04-1904, no Crato, distrito de Portalegre. Servente da construção civil, participou na revolta de 26 de agosto de 1931 sendo deportado para Timor. Abrangido pela amnistia de 05-12-1932, regressou em 1933 e, em 1935, passou a militar no PCP. Detido em 22-07-1936, «por criticar os acontecimentos de Espanha», recolheu à 7.ª esquadra, sendo solto no dia seguinte. Preso novamente em 16-04-1937, recolheu, incomunicável, a uma esquadra, seguiu, em 02-05-1937, para a 1.ª esquadra e entrou, um mês depois, no Aljube.