Guiné-Bissau

Nasceu a 18 de abril de 1937, em Susana (São Domingos). Alfaiate, foi preso em julho de 1962, com um colega, quando se encontravam numa festa de batismo e levados para o quartel, onde o interrogaram sobre os seus contactos com os “terroristas”, que negou. Chicoteado até cair, depois amarrado de mãos e pés, ficou numa cela três dias sem comer, “davam-nos apenas água para beber.” Foram depois levados para a cadeia de São Domingos e depois de uma semana para Bula, onde passaram mais um mês na cadeia.
Nasceu em 1927 em Farim. Primeiro-cabo da Polícia de Segurança Pública, detido no seu posto a 14 de março de 1962, foi submetido a interrogatório e tortura na própria Esquadra. Encarcerado depois na cadeia da PIDE em Bissau, sofreu várias sessões de tortura. A 3 de agosto mudou para o quartel de Mansoa, com espancamentos diários. A 1 de setembro, com 13 companheiros, foi levado para João Landim. Juntaram-se-lhes 86 presos da cadeia da PIDE em Bissau. Levados para Ilha das Galinhas, embarcaram no dia seguinte no “África Ocidental”, com destino ao Campo de Concentração do Tarrafal.
Nasceu em Bafatá, em 1923 (?). De etnia “Fula”, maometano, analfabeto, casado “segundo o uso e costume”, pai de uma filha, cozinheiro. Membro do PAIGC, foi preso por um destacamento militar em
Nasceu em Indjassane, em 1936. De etnia “Biafada”, muçulmano, “casado segundo os usos e costumes”, pai de duas filhas, analfabeto, lavrador. Aderiu ao P.A.I. Preso pela PIDE em 3 de fevereiro de 1962, passou 5 meses na cadeia daquela polícia em Bissau, outro mês na prisão de Mansoa, e em setembro foi enviado para o Tarrafal. É-lhe atribuído “bom comportamento prisional” e é considerado “reabilitado”. Regressou à Guiné em 1969.