Portugal

Nasceu em 24-06-1909, em Pereiro, Pinhel. Jornaleiro, deu entrada na Delegação do Porto da PVDE em 29-05-1940, ido de Pinhel, para julgamento no TME, o que só sucedeu em 11-08-1940. Acusado de, no mês de agosto de 1939, «ter feito uso de 2 cartuchos de dinamite», seria condenado na pena de 3 anos de degredo em local a determinar pelo Governo. Transferido, em 10-11-1940, para o Forte de Caxias, embarcou, em 14-11-1940, para o Tarrafal. Regressou em 20-02-1945 e saiu em liberdade.

«O Ricardo». Nasceu em agosto de 1919, em Freixianda, Vila Nova de Ourém. Serrador, foi preso em 30-06-1942 e entregue na Delegação do Porto da PVDE pelo tribunal da Comarca de Viseu. Ficou à ordem do TME que o condenou, em 10-07-1942, a 12 anos de degredo. Transferido, em 30-08-1942, para a Diretoria da PVDE, foi enviado para o Forte de Caxias, até embarcar, em 10-09-1942, para o Tarrafal, onde integrava o grupo dos “presos comuns”. Adoeceu com febres altas e aprendeu a ler e a escrever com a ajuda dos deportados políticos.
Nasceu em 01-02-1914, em Almada. Empregado de escritório e militante do PCP desde 1934, com responsabilidade em tipografias clandestinas. Detido em 15-05-1935, «por político», percorreu esquadras e os cárceres de Aljube e de Peniche, sendo libertado em 19-10-1935, por haver terminada a pena de 5 meses de prisão imposta pelo TME. Reentrou na clandestinidade, sendo preso em 13-01-1938, «por fazer parte da organização comunista» e ficou incomunicável numa esquadra.
Nasceu em 25-03-1901, em Marrazes, Leiria. A viver na Marinha Grande, era oficial vidreiro na empresa “Santos Barosa”, onde era o responsável pela célula do PCP, esteve envolvido na criação do Sindicato Vidreiro e participou na greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934: fez parte da brigada que escoltou os soldados da GNR e o respetivo sargento comandante, que se tinham rendido aos revoltosos.
Nasceu em 01-07-1914, em Tomar. Estudante, foi enviado pela Polícia de Investigação Criminal à PVDE em 28-07-1937. Recolheu, incomunicável, a uma esquadra, e iniciou o percurso por outros cárceres: Aljube (04-10-1937), Caxias (15-11-1937) e 1.ª esquadra (06-05-1938). Condenado, em 07-05-1938, a oito meses de prisão, pena dada por expiada, reentrou, em 13-05-1938, em Caxias e seria solto em 06-07-1938. Preso de novo em 02-12-1939, entrou no Aljube e, em 08-02-1940, passou para Caxias.
Nasceu em 28-05-1906, em Almancil, Loulé. Emigrou, em 1927, para Espanha e, em 1930, seguiu para França, onde viveu até 1938. Aderiu à CGT e filiou-se, em 1935, no PCF. Trabalhou como mineiro em Saint-Étienne, manteve contactos com a Federação dos Emigrados Portugueses, sediada em Paris e, por intermédio do PCF, entrou, em 31-05-1938, em Espanha, integrando a 14.ª Brigada, 2.º Batalhão, 1.ª Companhia. Participou em combates, pediu a admissão ao PCE e desempenhou as funções de comissário do “Centro de Desmobilização dos Camaradas Portugueses” em Torelló, Barcelona.
Nasceu em 30-04-1904, em Lisboa. Estofador, integrou, em 08-07-1926, o grupo de 31 indivíduos presos apenas por serem «conhecidos na polícia como agitadores e legionários». Terá emigrado para o Brasil, de onde seria expulso em 1928. Combateu em Espanha, frequentou a Escola de Carabineros de Castellón de la Plana e, em 1939, refugiou-se em França, ficando internado no campo de Gurs. Referenciado como «carabineiro do exército marxista espanhol», foi detido na fronteira, em Beirã, em 21-01-1941, «por estar incurso na Circular Confidencial 742 dos S.S. [Serviços Secretos]».
«O Alfaiate». Nasceu em 06-03-1901, em Castro Daire. Detido em 1925 e 1926, acusado de bombista e de pertencer à Legião Vermelha. Dirigente da Associação Fraternal da Classe dos Operários Alfaiates de Lisboa e militante do PCP, foi preso em 22-06-1932, «por estar envolvido na organização comunista», habitando as suas sedes clandestinas. Estava para ser deportado para Timor ou Cabo Verde quando foi abrangido pela amnistia de 05-12-1932. Detido em 22-03-1935, «para averiguações», acabou solto três dias depois.
Nasceu em 21-03 ou 21-04-1904, em Melgaço. Cesteiro, a residir e a trabalhar em Espanha, foi preso no posto fronteiriço do Peso, Melgaço, em 07-09-1936, entregue pelas autoridades espanholas que o detiveram e o expulsaram por estar indocumentado, «ter tomado parte ativa, ao lado dos comunistas, nos recentes acontecimentos revolucionários do País vizinho» e ser filiado no Partido Comunista Espanhol. Levado para a cadeia da Comarca de Melgaço, seria transferido, no dia seguinte, para Valença e, depois, no dia 9, para a Delegação do Porto da PVDE.
Nasceu em 29-11-1896, em Lisboa. Descarregador, foi preso em 10-08-1936, à ordem do TME, levado para a 1.ª esquadra e transferido, em 27-08-1936, para o Aljube. Julgado por aquele tribunal em 24-10-1936, acusado de, no dia 6 de fevereiro, ser portador de uma faca, tendo por agravante o «seu péssimo comportamento constante do processo», seria condenado em 7 anos de degredo para qualquer das colónias, à escolha do Governo.