Portugal

Nasceu em 21-06-1895, em Lisboa. Maquinista, foi entregue pela PSP na sede da PIDE em 09-04-1947, «para averiguações». Enviado para o Forte de Caxias, dois dias depois, em 11-04-1947, seguiu para o Tarrafal, sem ter sido julgado ou condenado, provavelmente por estar associado à paralisação dos trabalhadores das construções e reparações navais dos estaleiros de Lisboa, organizada pelo PCP. Tal como os outros deportados na mesma circunstância, ficou numa seção diferente dos presos que já se encontravam no Campo, vigiado por guardas da PIDE.
«O Salinas». Nasceu em 04-02-1921, em Lisboa. Ajudante de caldeireiro, foi entregue na sede da PIDE pela PSP de Lisboa, em 28-03-1947, «para averiguações». Ficou na Cadeia do Aljube até ser transferido, em 11-04-1947, para o Tarrafal, sem ter sido condenado
Nasceu em 04-02-1909, em Lisboa. Funileiro, era militante do PCP e foi detido em 07-11-1931, acusado de «andar a afixar manifestos comunistas», nomeadamente «prospetos de propaganda do jornal clandestino “Avante”». Nessa ocasião, a Polícia de Defesa Política e Social considerou-o «um elemento sem categoria no meio comunista», «um estranho a qualquer organização revolucionária» e «um completo ignorante em assuntos comunistas», restituindo-o à liberdade em 26-11-1931, «depois de ser identificado no Posto Antropométrico».
Nasceu em 24-08-1912, em Manaus, Brasil. Serralheiro, sem residência em Portugal, foi preso no posto fronteiriço de Beirã em 29-07-1941 e entregue, no dia seguinte, à PVDE, recolhendo à Cadeia do Aljube. Transferido, em 12-09-1941, para o Forte de Caxias, passou, em 15-11-1941, para o Aljube e, em 17-11-1941, embarcou para o Tarrafal, onde integrou o grupo dos libertários. Abrangido pela amnistia de 18-10-1945 e libertado em 11-11-1945, regressou em 01-02-1946, no vapor “Guiné”.
Nasceu em 1918, em Silves. Corticeiro, participou, com apenas 16 anos, na greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934. Integrando o grupo conotado com os anarquistas, percorreu, nesse dia, as fábricas de Silves, «instigando os operários a abandonar o trabalho», o que foi conseguido. Fugiu para a serra e seria julgado, à revelia, pelo TME de 14-04-1934, sendo condenado a 2 anos de prisão.
Nasceu em 15-07-1908, em Vila do Bispo. Estudante de Agronomia, aderiu à FJCP e, depois, ao PCP. Detido em 1931. Preso em 24-04-1932, na serra de Monsanto, foi-lhe fixada residência obrigatória em Peniche, para onde seguiu da Penitenciária de Lisboa em agosto de 1932 e de onde terá fugido. Julgado, à revelia, pelo TME em 20-10-1934, foi condenado a 10 anos de degredo. Depois de anos de clandestinidade, seria preso pela PVDE em 11-05-1938, aquando do assalto policial a uma tipografia no Rego. Até 19-06-1939, circulou por esquadras, Aljube, Caxias e Peniche.
Nasceu em 08-07-1893, no Porto. Tipógrafo, pertenceu à Federação Maximalista Portuguesa. Detido em 16-03-1928, por «impressão de manifestos clandestinos», seria libertado no dia seguinte. Preso em 25-01-1932, devido às «ideias avançadas» e ser portador do panfleto “Grito dos Estudantes do Porto”, foi solto em 26-03-1932. Capturado dois dias depois, por «provocar tumultos» e «fazer alusões desprestigiosas» para a polícia política, ficou encarcerado até 26-04-1932. Preso em 09-05-1935, inculpado de realizar reuniões em sua casa, saiu em liberdade em 27-06-1935.
Nasceu em 1907, em Ventosa, Alenquer. Carpinteiro, foi detido cinco vezes durante a I República (1922, 1923, 1924, 1925), acusado de agitador, bombista, ligações à Legião Vermelha e suspeita de envolvimento no atentado a Carlos Reis, estando, ainda, referenciado como filiado na Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas. Deportado para a Guiné em 29-05-1925, participou na revolta de abril de 1931 e, fracassada aquela, fugiu para Dakar onde, em 27-05-1931, embarcou com destino a Las Palmas.
Nasceu em 03-12-1913, em Lisboa. Descarregador, foi preso em 16-10-1936, «por motivo político». Levado, incomunicável, para uma esquadra e posto à disposição da Seção Política e Social da PVDE em 28-10-1936, entrou no circuito de transferência de cárcere: 1.ª esquadra (30-10-1936), Aljube (18-11-1936), Peniche (20-11-1936) e, novamente, Aljube (27-01-1937). Condenado, em 27-01-1937, a 2 anos de prisão e perda dos direitos políticos por 5 anos, reingressou em Peniche (19-02-1937) e no Aljube (01-06-1937).
Nasceu em 13-12-1899, em Arraiolos. Entregue pela Comarca de Montemor-o-Novo na sede da PVDE em 27-01-1940, para ser julgado pelo TME, foi enviado para a Cadeia do Aljube, passou, em 31-01-1940, para o Forte de Caxias e, em 29-03-1940, entrou na 1.ª esquadra para ser sentenciado no dia seguinte. Acusado de «ser detentor de arma proibida», seria condenado na pena de 8 anos de degredo numa das colónias e reentrou, em 11-08-1940, em Caxias.