Portugal

Nasceu em 24-04-1914, no lugar de Paul, Torres Vedras. 2.º artilheiro da Armada, foi um dos reorganizadores da ORA no início de 1936, pertenceu ao seu Secretariado e participou na sublevação de 08-09-1936, estando indiciado como um dos sete praças e marinheiros que a dirigiram. Preso pela GNR em Cacilhas, levado para o Forte de Almada e entregue pelo Comando Geral da Armada à PVDE em 11-09-1936, ingressou numa esquadra e, em 18-09-1936, entrou na Penitenciária.
Serralheiro mecânico no Arsenal da Marinha, militou na Federação das Juventudes Comunistas Portugueses, a que aderiu em 1929, e no PCP. Em representação daquela, partiu, em agosto de 1931, para Moscovo, onde frequentou a Escola Leninista e permaneceu dezassete meses: executou tarefas, redigiu relatórios, assistiu a reuniões da Internacional Comunista e relacionou-se com outros representantes do PCP.
Nasceu em 22-02-1912, em Lisboa. Empregado de escritório, pertencia à FJCP desde 1931 e foi detido em 09-07-1933, quando participava numa reunião da sua Comissão Central. Condenado, em 22-01-1934, a 18 meses de prisão, seria transferido, em 09-02-1934, do Aljube para Peniche, internado, em 16-06-1934, no Hospital de S. José, levado, em 20-06-1934, para a 1.ª esquadra e, em 17-08-1934, regressou a Peniche, de onde saiu em 29-12-1934, por ter terminado a pena.
Nasceu em Monte Pedral, Lisboa. Estudante, foi detido com 21 anos, por estar filiado na Federação das Juventudes Comunistas Portugueses. Levado para a 1.ª esquadra, entrou, em 14-11-1934, no Aljube e, em 20-03-1935, seria julgado pelo TME e condenado a 4 anos de prisão. Transferido, em 05-04-1935, para Peniche, embarcou, em 08-06-1935, para Angra do Heroísmo e, a 23-10-1936, seguiu para o Tarrafal. Embora tenha terminado o cumprimento da pena em 05-09-1938, continuou em prisão preventiva.
Nasceu em 15-02-1914, em Lisboa. Vendedor de jornais, era militante da Federação das Juventudes Comunistas Portugueses e do PCP. Em 16-06-1935, numa ação política, chegou a ser detido, mas conseguiu fugir por um seu camarada, José Machado Pinto, ter disparado contra o agente da PSP. Refugiou-se em Espanha e preso pela Guarda Civil, por estar indocumentado, foi entregue à Guarda Fiscal de Elvas. Levado para a PVDE em 03-12-1935, por ser cúmplice naquele homicídio, recolheu a uma esquadra.
Nasceu em 06-04-1895, em Lisboa. Pintor decorador, a residir e a trabalhar em Espanha, seria preso em 18-08-1936, na fronteira de Valença, por ter sido expulso daquele país «por indesejável». Levado para a cadeia da Comarca de Valença e transferido, no dia seguinte, para a Delegação do Porto da PVDE, seguiu, em 15-10-1936, para Caxias e, em 17-10-1936, embarcou para o Tarrafal.
Nasceu em 24-11-1908, em Lisboa. Estucador. Desenvolveu, no início da década de 1930, intensa atividade sindical, pertenceu à Comissão Intersindical e militou no PCP. Entretanto, abraçou o anarco-sindicalismo, por estar «mais de acordo com os princípios estabelecidos pelo proletariado», e foi delegado dos estucadores ao Conselho Administrativo do Sindicato da Construção Civil.
Nasceu em 02-05-1915, em Lisboa. Empregado do comércio, foi preso em 23-02-1938, «para averiguações», recolhendo, incomunicável, a uma esquadra. No espaço de um ano, até ser julgado pelo TME, transitou entre a 1.ª esquadra (05-03-1938, 28-02-1939, 14-03-1939) e Caxias (11-08-1938, 08-03-1939). Julgado em 15-03-1939, seria condenado a 10 anos de desterro, com prisão por um ano no lugar escolhido. Embarcou, em 01-04-1939, para o Tarrafal e, em 31-12-1945, passou para a tutela do Ministério da Justiça.
Nasceu em 11-03-1911, em Lisboa. Servente de pedreiro e militante do PCP, participou nos preparativos da greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934, nomeadamente na recolha de bombas explosivas e na realização de um comício relâmpago no Cais da Rocha do Conde de Óbidos, de forma a publicitar o movimento junto dos operários da Administração do Porto de Lisboa.
Nasceu em 14-04-1911, em Lisboa. Identificado como trabalhador, com residência em Almada, foi detido em 28-10-1937, «para averiguações», e levado, incomunicável, para uma esquadra. Percorreu, seguidamente, os diferentes cárceres: 1.ª esquadra (14-12-1937), Forte de Caxias (28-12-1937), 1.ª esquadra (31-03-1938), Forte de Caxias (19-04-1938) e, novamente, 1.ª esquadra (25-04-1938). Julgado, em 26-04-1938, pelo 2.º Tribunal Militar Territorial, seria condenado a 5 anos de degredo.