Portugal

Enviado para o Forte de Caxias, seguiu, em 11-04-1947, para o Tarrafal, sem ter sido julgado ou condenado, provavelmente por estar associado à paralisação dos trabalhadores das construções e reparações navais dos estaleiros de Lisboa.
Nasceu em Roriz, Chaves, em 03-07-1916. Preso em Chaves pelo Comando do Sector de Vigilância da cidade em 06-09-1940, por ser detentor de uma espingarda de guerra e fazer propaganda subversiva. Enviado para a Delegação do Porto da PVDE em 13-10-1940 e julgado pelo TME em 21-08-1940, foi condenado a 10 anos de degredo. Seguiu para Caxias em 10-11-1940 e embarcou para o Tarrafal em 14-11-1940. Abrangido pela amnistia de 18-10-1945, regressou em 01-02-1946, saindo em liberdade.
Nasceu em 02-05-1905, em Belmonte. Soldador, foi preso pela PIDE em 04-04-1947, «para averiguações», e enviado para Caxias. Embarcou, em 11-04-1947, para o Tarrafal, sem ter sido julgado, tendo, muito provavelmente, participado na greve dos trabalhadores das construções e reparações navais dos estaleiros de Lisboa, dinamizada pelo PCP. Tal como os outros presos na mesma circunstância, ficou em instalações diferentes dos que já se encontravam no Campo, vigiado por guardas da PIDE.
Marinheiro, foi preso pela PVDE, por estar indocumentado. O ministro do Interior determinou «a sua transferência para a Colónia Penal de Cabo Verde». Foi instalado no “porta-aviões”, barraca onde os “rachados” gozavam de concessões, intentou uma fuga por mar com Erich Willy Rindfleisch, por gozar de alguma liberdade fora do Campo. Capturado, seria, então, interrogado, selvaticamente espancado a cavalo-marinho e encerrado na “frigideira”.
Embarcou, em 14-11-1940, para o Tarrafal, fazendo parte daqueles deportados que não eram politizados, nem integravam nenhuma das organizações criadas por afinidades ideológicas, tendo sido enviados para o Campo por possuírem, apenas, armas proibidas e, neste caso, ter usado a arma contra um irmão seu.
Nasceu em 27-10-1907, em Lisboa. Preso pelo Comando da PSP de Lisboa e entregue à PVDE em 29-01-1934, acusado de ser militante do PCP e ter feito propaganda da greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934 junto dos operários da Administração do Porto de Lisboa. Foi-lhe apreendida uma pistola e respetivas munições, pertença de um guarda da PSP, então desarmado, e «um pedaço de carvão com que nas paredes das escadas e prédios da cidade desenhava a foice e o martelo».
Enfermeiro dos Hospitais Civis de Lisboa e militante do PCP, foi preso pela PVDE em 02-05-1937, «para averiguações». Embarcou, sem qualquer julgamento, para o Tarrafal, onde integrou a OCPT e, depois, a organização dos comunistas afastados. Foi uma preciosa ajuda aos presos que adoeciam e que não tinham, intencionalmente, outra assistência médica ou medicamentosa.
Cidadão italiano foi capturado pela PVDE no posto fronteiriço de Beirã em junho de 1941, por ter entrado clandestinamente, estar indocumentado e fazer-se passar por português. Acusado de alegado envolvimento em redes que tentavam organizar a passagem de refugiados para Portugal e de afirmações contestadas pela PVDE, seguiu para o Tarrafal, onde deu entrada em 18-01-1942, sem ter sido julgado. Por despacho do Diretor Esmeraldo Pais Prata, de 27-01-1944, saiu com destino à Diretoria da PVDE. Terá desembarcado em Lisboa em 14-02-1944 e seguiu para Caxias.
Nasceu em 05-03-1909, na Marinha Grande. Ferroviário e militante do PCP, foi preso em 01-12-1935. Levado para uma esquadra, iniciou o rodopio entre cárceres: Delegação do Porto da PVDE (12-11-1935), Peniche (22-12-1935), esquadra (15-04-1936), Aljube (16-05-1936) e, novamente, o Porto (28-05-1936). Condenado, em 23-06-1936, a 20 meses de prisão, passou por Peniche (30-06-1936) e Caxias (14-10-1936), antes de embarcar, em 17-10-1936, para o Tarrafal, quando lhe faltava cumprir pouco tempo de prisão.
Nasceu em 22-08-1906, em Vila do Bispo. 1.º fogueiro da Armada, em serviço no contratorpedeiro “Dão”, integrava o Secretariado da Organização Revolucionária da Armada e foi considerado um dos dirigentes da “Revolta dos Marinheiros” despoletada em 08-09-1936. Enviado, nesse mesmo dia, pelo Comando da PSP de Lisboa à PVDE, recolheu à 1.ª esquadra e, em 12-09-1936, foi transferido para o Aljube, seguindo, em 18-09-1936, para a Cadeia Penitenciária de Lisboa.