Angola

Pedreiro, foi preso pela PIDE em Julho de 1969 por pertencer à rede clandestina que dava apoio à UNITA. Denunciados por um in filtrado da PIDE, a rede foi desmantelada: a maioria dos seus membros enviada para o Campo de S. Nicolau, no sul de Angola, enquanto um grupo “mais perigoso” vai para o Tarrafal.
Enfermeiro e contínuo, estava preso há vários anos, por ligações aos ataques de 4 de Fevereiro de 1961, quando lhe foi fixada residência no Tarrafal por 6 anos, por Despacho do Ministro do Ultramar de 9 de Abril de 1970. Libertado do Campo no 1.º Maio 1974.
Pedreiro de profissão, foi preso pela PIDE em Julho de 1969 por pertencer à rede clandestina que prestava apoio à UNITA. Após algum tempo de prisão em Luanda, um despacho do Secretário-Geral de Angola (26-08-1969) determinou-lhe “fixação de residência” em “Chão Bom, Cabo Verde”, por 10 anos.
Nasceu em Marimba (Malanje) a 28-05-1936. Estudou eletricidade na Escola Industrial de Luanda, foi atleta do Clube Atlético de Luanda e trabalhou alguns anos nos Serviços Geográficos e Cadastrais de Angola. Em 1960 tentou prosseguir estudos em Portugal mas em 1961 fugiu para França, num dos grupos da famosa “Fuga dos Cem”. Foi para o Gana e dali para os Estados Unidos, com uma bolsa de estudos do Departamento de Estado, matriculando-se em Sociologia na Universidade de Rochester.
Nasceu no Bailundo (Huambo) a 25-01-1934, filho de Chilala e de Luciana. Funcionário público, era Chefe de Posto no Cuemba (Bié). Foi preso pela PIDE em Julho de 1969 (Processo-crime n.º 161/69) por pertencer à rede clandestina que, a partir das cidades, vilas e aldeias, dava informações e apoio logístico à luta armada da União Nacional para a Independência Total de Angola, nomeadamente enviando roupa, medicamentos, dinheiro, alimentação, ferramentas e até munições.
Nasceu em Luanda a 22-11-1926. Funcionário público, mudou-se em 1954 para o Congo-Léopoldville empregando-se no Consulado português. A 3 de Abril de 1959 foi detido e expulso pelos Belgas para Luanda, onde a PIDE o esperava. Era um dos contactos externos do grupo “Espalha Brasa” e do “Grupo ELA” que tentou enviar-lhe um “Relatório” sobre a situação em Angola, destinado ao Gana. O portador foi detido pela PIDE no aeroporto de Luanda, desencadeando sucessivas prisões, no que ficou conhecido como “Processo dos 50”.
Nasceu em Cabinda a 09-10-1902. Funcionário dos Serviços de Saúde, aposentado, detido em Abril de 1959 na vaga de prisões da PIDE que deu lugar aos processos judiciais usualmente designados “Processo dos 50”. Era um dos “mais-velhos” líderes do grupo independentista ELA, ativo na clandestinidade desde o início dos anos 50, com ligações a outros nacionalistas em Angola e no exterior. Subscreveu exposições enviadas ao American Comittee on Africa (ACOA) e à Comissão das Curadorias da ONU.
Nasceu em Luanda a 19-07-1920. Empregado no Banco de Angola, aproveitou para ali reproduzir panfletos (“Manifesto Africano”). Preso em 5 de Junho de 1959 foi acusado de pertencer ao Movimento para a Independência de Angola (MIA), num dos três processos do dito “Processo dos 50”. Os maus-tratos sofridos levaram ao seu internamento na Neuropsiquiatria em Julho desse ano.
Nasceu em Cariango, Quibala (Kwanza-Sul) c. 1924, filho de Lamba e de Umba. Cozinheiro de profissão, não foi possível esclarecer a que organização pertencia nem as circunstâncias da sua detenção, em data e local incertos. Foi incluído no Processo-crime 57/67 (com Diogo José, António Francisco e Américo Adão) e julgado no 1.º Tribunal Militar Territorial de Angola. Foi condenado (sentença de 23-10-1968) a 2 anos de prisão maior, 2 meses de multa (substituindo o pagamento em dinheiro) e medidas de segurança de internamento de 6 meses a 3 anos.
Nasceu na Funda, Icolo-e-Bengo, a 06-12-1932. Empregado comercial, residente no Bairro Marçal (Luanda), era um dos dirigentes (com Lopo do Nascimento e Manuel dos Santos Júnior), do clube recreativo (e político) “Botafogo”, camuflagem para consciencialização política. Em 1958 juntou-se ao “Movimento de Libertação Nacional” (de Veloso, Calazans Duarte e outros com ligações ao Partido Comunista Português). Coautor, com Manuel dos Santos Júnior “Capicua” do panfleto “Ao mundo inteiro – Angola é dos Angolanos”.