Angola

Era um dos líderes do “Comité Regional de Luanda” (CRL) coordenado por seu irmão Justini e por Juca Valentim, grupo clandestino do MPLA. Preso pela PIDE, ficou em prisão preventiva até Abril de 1970, quando lhe foi aplicada a medida administrativa de "fixação de residência" por 8 anos em Cabo Verde. Chegou ao Tarrafal a 14-05-1970 e foi libertado no 1.º Maio 1974.
Nasceu em Massumuna ou Muassumuma (Moxico) c. 1943, filho de Chipoia e de Mandania. Agricultor, de cerca de 25 anos, foi preso por ligações à União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) que em 1966 iniciara ações de guerrilha no leste de Angola. Ele e outros eram acusados de passar informações e auxílio (comida, sabão, medicamentos, sapatos…) aos que estavam nas matas. Detido no Moxico, foi levado para uma prisão no Lobito e, cerca de um ano depois, conduzido sob prisão para Luanda e julgado no 1.º Tribunal Militar Territorial de Angola.
Nasceu em Quindumbuela (Uíje) c. 1935. Alfaiate de profissão, pertencia ao “Comité Regional de Luanda” (CRL), grupo clandestino do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) coordenado por Juca Valentim e subdividido em várias células, sobretudo de estudantes mas incluindo também trabalhadores. Além do estudo e mobilização política, e distribuição de panfletos, procuravam apoiar os guerrilheiros e populações da 1.ª Região com informações, roupa, medicamentos, sabão, munições… A PIDE infiltrou essa rede de apoio e em Outubro e Novembro de 1969 fez dezenas de prisões.
Pedreiro de profissão, foi preso pela PIDE em Julho de 1969, acusado de pertencer à rede clandestina de apoio à UNITA. Foi-lhe imposta administrativamente a “fixação de residência” em Chão Bom, Cabo Verde, por 10 anos. Chegou ao Campo do Tarrafal a 14-03-1970 e foi libertado no 1.º Maio 1974.
Nasceu no Bailundo (Huambo) a 03-09-1943, filho de Avelino Chivangulula e de Nachipunda. Tendo indicada como profissão “contínuo”, vivia na cidade do Lobito à data da prisão. Não foi possível esclarecer a sua filiação política ou pertença a algum dos outros grupos enviados para o Tarrafal. Foi julgado no 1.º Tribunal Militar Territorial de Angola e condenado (sentença de 15-07-1969) a 5 anos de prisão maior e 6 meses a 3 anos de medidas de segurança com internamento. Chegou ao Campo do Tarrafal a 08-08-1969 e foi libertado a 01-05-1974.
Catequista, foi preso pela PIDE em Julho de 1969, acusado de pertencer à rede clandestina de apoio à UNITA. Foi-lhe determinada a “fixação de residência” em “Chão Bom, Cabo Verde”, por 10 anos. Chegou ao Campo do Tarrafal a 14-03-1970 e foi libertado no 1.º Maio 1974.
Nasceu em Cambeje, Vista Alegre (Uíje) a 12-04-1927, filho de Alfredo António e de Banda Paca. Agricultor, foi preso, em data e local não identifica dos, por pertencer à União das Populações de Angola (UPA), desde 1962 integrada na Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), movimento independentista que combatia no Norte de Angola. Foi julgado no 2.º Tribunal Militar Territorial de Angola e condenado (sentença de 01-05-1967) a 22 anos de prisão maior, 22 meses de multa, e medidas de segurança com internamento de 1 a 3 anos.
Nasceu em aldeia Cassupa (Moxico) a 30-12-1939, filho de Sanjige Chitungo e de Epenha Mandona. Agricultor, foi preso por ligações à União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) que em 1966 iniciara ações de guerrilha no leste de Angola. Ele e outros eram acusados de passar informações e auxílio (comida, sabão, medicamentos, sapatos…) aos que estavam nas matas. Detido no Moxico, foi levado para uma prisão no Lobito e, cerca de um ano depois, conduzido sob prisão para Luanda e julgado no 1.º Tribunal Militar Territorial de Angola.
Nasceu em Banza Quica, Damba (Uíje) c. 1938, filho de Macuxambo e de Tuto. Como profissão está registado “Soba”. Foi preso, em data e local não identificados, por pertencer à União das Populações de Angola (UPA), desde 1962 integrada na Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), movimento independentista que combatia no Norte de Angola.
Nasceu em Cassupa-Suco (Moxico) a 14-09-1934, filho de Cassupa Sousa e de Nachicomo. Carpinteiro de profissão, foi preso por ligações à União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) que em 1966 iniciara ações de guerrilha no leste de Angola. Ele e outros eram acusados de passar informações e auxílio (comida, sabão, medicamentos, sapatos…) aos que estavam nas matas. Detido no Moxico, foi levado para uma prisão no Lobito e, cerca de um ano depois, conduzido sob prisão para Luanda e julgado no 1.º Tribunal Militar Territorial de Angola.